segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Meu Pai


Mais dos que vivera e assim estar
Mais do que tivesse e por enquanto
Eu ia, até aos montes
Até o Eden para vê-lo
Porém, não sabendo chegar lá
Fazia colheita de pão
Caminhava atrás da saudade, da saudade que nunca tive
Sou pobre, sou contente, e ele ausente
Só seus olhos,já me deixariam felizes
Mas seus olhos não existem,dentro de meu peito
Meu peito já se foi; não creio que exista
Pois qualquer passo para vida dei de mim mesmo
E a esmo de qualquer ausência
Gosto dos carinhos e da ternura
Gosto das doçuras e eternidades
Porém gosto mais da felicidade
que no meu peito habita
Se meu pai nele não existe
Quem saiba exista em outra vida.

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