terça-feira, 21 de junho de 2011

Amor

Se torna um vício profundo e permanente
Amar, é mais do que a compreensão do mundo moderno enxerga
Ele é visível apenas atrás dos olhos
É iluminado pelo espelho do obscuro
Se torna tão passageiro e derradeiro falar de algo que confude dos mais sábios ao total ignorante
Porém, essa ignorância se torna tão eloquente dentro nós mesmos que já nascemos sabendo do que ela se trata
É algo tão fantástico, maior do que qualquer objeto concreto do universo, e quiçá abstrato
Vivemos na base do amor, é nossa essência, nosso cheiro, nosso costume, nossa melancolia
Nos alimenta a cada olhar, cada toque, cada gota de suor despejado na pele d'outro
Todavia, é preciso saber amar. Já diziam os poetas. Doma-lo é difícil e controlá-lo é impossível
Podemos amar à uma pedra do mesmo jeito que amamos uma lua, ou uma mulher, ou uma mãe... Mas de formas diferentes
Mas vai saber o porque... Cada um tem o seu, cada um o molda de acordo como sua alma manda... É algo assombroso até...
Porque se pensarmos, o que será isso que sentimos de tão forte, mas não sabemos da onde vem, de que canto de nós mesmos surge a sua razão?
Mas ta ai o segredo... Se soubéssemos não teria a graça que tem, nem a pureza que exige. Se soubessemos da onde viria nos a trataríamos como algo real e banal, algo puramente humano
A saudade é ruim, a solidão é arrasadora, a loucura é sub-humana... Mas a traição de um amor é a união promíscua de tudo isso! É uma dor que vai da carne ao pensamento, da razão aos poros, da mente ao coração
Viver sem amar é a solidão total, é um corredor sem luz jamais... Eternamente será um breu nefasto
A carne que não sente um toque amado e uma alma que é ímpar
Morrerá crua e desfeita banhada em fel... Quem sabe nem a morte terá a fome de surpota-la

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