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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Felicidade

Espero que todos...

Voem sem saber para onde ir

Diga que ama, sem medo da resposta

Viva, só pelo fato de saber que está vivo

Abrace apenas pela ternura que ele nos concede

Beije não só com a saliva, mas com as lágrimas da alma

Palpite o coração por um arrepio de amor

Ame até o máximo que conseguir

Rode até que o mundo gire em uma ciranda de felicidade

Sonhe as alegrias mais impróprias

Tripudie da tristeza, porque ela é necessária só nos momentos mais felizes

Apaixone-se por alguém que saiba que você é a mais bela e defeituosa criatura humana

E ame o amor eterno, pois a maior arma nossa, é o amor do próximo por nós

Delicie da alegria, sucumba à melancolia, dance na agonia

E assim, espero que todos...

Não deixem de amar jamais

Porque amar, amar é bom demais!


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Passado do Amanhã

Disfarço-me de hoje, para iludir o amanhã
O que seria da lua futura, sem a aurora passada
A noite, que desbotada se faz ausente
Polia as estrelas, que presentes se faziam acesas
Em chamas nitentes e altivas... Sementes da sombra
Volta para o além da felicidade
Promulgue o que é eterno, cultue o que será desfeito
Promova a fusão dos corpos, que quentes, se alteiam
Julgue o amor próprio, ilumine o eclipse ocular
Tão visto nos dias que passam...
São nos ventos da tarde, que a vida se ilude
Um leve sopro, no canto do ouvido, carrega seu aroma nos ombros da lua
Passando por olfatos desertos de prazer
A carne que exala lúxuria durante a manhã
Pode ser a mesma que transparece ternura na noite
O poema que lido uma vez e não entendido
Pode ser a vida sem volta do amanhã

sábado, 22 de outubro de 2011

O Silêncio do Ausente

...Mais tarde que me procure
E me ache entrelinhas rabiscadas de seu verso
Seu esmo eu, sou eu mesmo, infâme perdido por nós dois
Luas errantes, navegando por um céu de brumas e silêncios
De amantes separados, em sombras e luzes contraria o seu próprio ser
Abandonar um coração amado, é deixar um eclipse eterno na sua alma
Que seja doce, mas não amargo demais
Porque uma papila amargurada é demais pra um só peito
Uma só vida!
E quem não ama, é feliz... Pois esta felicidade só é descoberta na hora da morte
Quando a escolha da tristeza é vista como o melhor caminho para felicidade

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Face de Mulher

O que te vales mulher?
Aonde deitas mulher?
Na lua fria, que é desfeita mulher?
Por mais que passe em tormentas
E tenhas beijos que esquentas
É tão fácil, que lhe cuspo
Te bulino, sem graça do sorriso
Te fascino em horas momentâneas
Te arrepio em segundos sexuais
E porque não vales cada olhar?
Porque és fria, mulher!
És uma mulher nua, apenas
Não que seja ruim, mas sua nudez
Chegaste antes de meu desejo
Sua carne já estás banhada
No sangue d'outro
E tão louco talvez, prefira às guardadas
As que não deitam em qualquer chão
As que sabem dizer o "não" na hora certa
E o "sim" ao momento exato
Pois são essas que me encantam
Porque deixam toda beleza e a alma
Não só a carne, expostas no coração

Atrás da Porta

E bem de vagar que comece o dia. São horas altas, tristes enfim....
Que brotem olhos, desfaçam mólhos e apalpem solos
Que a dança seja feita sem música, e pelo ato de dançar
Verei suas pernas no altar
Altar de anjos, de luzes a esmo, de barcos solitários
Na imensidão do pacífico pesadelo
Eram calíbres altos, que sangravam nuas formas altivas
Se embebedando de salivas exclusas no canto da boca da noite
Eram bebéries andando pelo deserto de suas costas
Até chegarem à nadegas postas, a uma mesa fria e exposta
Eram carinhos alados, maldições promíscuas a cada lado
Eram solidões perpétuas e distantes, que só viam suas pontas de dedos, encostar suas portas
Distintas faces, porém rubras maçãs refletidas em seus glóbulos, antespostos pela saudade
Saudade essa, que era o fel da alma, o breu da noite, à profundeza do oceano
Eram poeiras não varridas, que açoitavam-se de baixo do tapete de tua sombra
Eram chaves descobertas, fechaduras entreabertas, portais de amores sem volta
Mas com toda dor era possível escalar até seus pensamentos
Eclípticos, submissos e socorridos, por um vento ausente, perdido por suas próprias brisas.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Grão de Areia

Por mais simples que assim seja
Tão serena e naufragada
Em meu cais estão suas docas
De sua pele tão amada

É tão triste que seduz
E tua sede tão ausente
Permanente em tua carne
Que tua lágrima se desfaz

Um silêncio breve em tua areia
Que sua sombra multiplica
É tão mansa a tua praia
Que nem sua alma me explica

Foi tão leve e sorrateira
Que meu sonho despertou
E foi correr atrás da vida
E em sua alma ele chegou

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Olhos Morenos


E de modo que assim seja
E pelo visto, como deve ser
De toda forma e qualquer beleza
Seria com tanta poesia e prazer

Olhos nós não vemos e sim sentimos
Às danças não dançamos, a poetamos
Os versos são feito a vida
Rimam conforme a felicidade

Por mais que abuse seus ouvidos
Escute, pois música é coração
Igual uma certa poesia
Feita aqui sozinha na escuridão

A verdade existe somente quando a sentimos
Nenhum de nós escondemos segredos
Quando as palavras negam, os olhos mentem
E quando mentirem, meus olhos saberão dizer a verdade não dita.